Reabilitação
CRIAmos Caminhos de Reabilitação
A Reabilitação no CRIA integra abordagens terapêuticas e formativas que estimulam o desenvolvimento físico, emocional e social. Criamos contextos que valorizam o bem-estar, a autonomia e a participação ativa de cada pessoa ao longo do seu percurso.
Terapia Ocupacional
A Terapia Ocupacional é a área da saúde que atua na prevenção, avaliação e intervenção das disfunções do desenvolvimento, tendo como objetivo proporcionar á criança/jovem, o máximo de funcionalidade e de independência, aumentando a sua participação e melhorando o desempenho ocupacional nas atividades diárias (comer, vestir, tomar banho…), escolares, no brincar, na socialização, habilitando-os a realizar as suas ocupações .
A Terapeuta Ocupacional avalia as funções sensoriomotoras, percetivas, sensoriais, físicas e sociais, bem como os fatores ambientais que influenciam o desempenho nas atividades, identifica as áreas de disfunção, bem como os pontos fortes e envolve a criança e a família num plano de intervenção específico, através de atividades significativas de forma a ultrapassar as dificuldades encontradas e promover o maior envolvimento e autonomia.


Terapia da Fala
O Terapeuta da Fala é o profissional de saúde responsável pela prevenção, avaliação, diagnóstico e intervenção das perturbações da comunicação humana, englobando as funções associadas à compreensão e expressão da linguagem oral e escrita assim como outras formas de comunicação não-verbal.
Áreas em que intervém?
Comunicação – dificuldades na interação comunicativa, tanto a nível da descodificação da mensagem, como da produção da mesma.
Linguagem oral – evidência de alterações na expressão e/ou na compreensão da linguagem oral.
Linguagem escrita – evidência de dificuldades na leitura (trocas de sons, pausas e hesitações, não compreensão do que é lido…) e na escrita (trocas consistentes de letras, não reconhecimento da palavra…).
Fala – evidência de alterações físicas a nível das estruturas oro faciais que comprometam a funcionalidade das mesmas na fala, levando à produção alterada de alguns sons.
Fluência – dificuldades em encadear os sons da fala de forma contínua, impossibilitando a produção de um discurso fluente.
Voz – alterações na qualidade vocal, podendo indicar perturbações ao nível da estrutura ou do movimento das pregas vocais.
Deglutição (alimentação) – evidência de dificuldad
es no processo de alimentação, quer ao nível da mastigação, como no ato de engolir, comprometendo uma nutrição e hidratação segura.
Motricidade oro facial – limitações no desenvolvimento e no funcionamento dos órgãos fonoarticulatórios, bem como das funções estomatognáticas (sucção, mastigação, respiração e fala).

Fisioterapia
Neste Serviço, a Fisioterapia é muito mais do que técnicas e exercícios. É escuta, empatia e presença. É acreditar na força da reabilitação e no poder do copo quando é estimulado com ciência e com coração.
O nosso trabalho desenvolve-se num espaço onde o cuidado, o respeito e a dedicação são pilares fundamentais. Aqui, prestamos acompanhamento especializado a crianças e adultos com deficiência, abrangendo um vasto leque de patologias e condições que exigem intervenções personalizadas, sensíveis e cientificamente fundamentadas.
Cada utente aqui tratado é acompanhado de forma individualizada, com planos de intervenção ajustados às suas necessidades específicas, capacidades e potencial.
A nossa missão é promover o máximo de qualidade de vida e, acima de tudo, contribuir para que cada criança ou adulto se sinta mais capaz, incluído e valorizado.

Psicomotricidade
A Psicomotricidade é uma abordagem que integra corpo e movimento, emoção, cognição e relação promovendo o desenvolvimento global e harmonioso da pessoa, adaptando-se às necessidades específicas de cada indivíduo e promovendo a sua qualidade de vida.
A Psicomotricidade estuda e observa o ser humano através do seu corpo em movimento, sendo que a intervenção centra-se na promoção da capacidade do indivíduo agir com o meio, com o outro, com os objetos e consigo mesmo de uma forma funcional e adequada.
A intervenção psicomotora estende-se a todas as faixas e pode desenvolver-se no âmbito terapêutico, reabilitativo, reeducativo e/ou preventivo, nas mais diversas situações ligadas a problemas de desenvolvimento e de maturação psicomotora, de comportamento, de aprendizagem e de âmbito psicoafectivo, ao longo de toda a vida.
A intervenção psicomotora torna-se especialmente importante nas pessoas com deficiência e incapacidade, porque o movimento e o corpo são muitas vezes o principal, por vezes único veículo para a interação, comunicação e expressão.
Resumidamente, a Intervenção Psicomotora tem como principais objetivos:
* Melhorar as competências psicomotoras: Tonicidade, equilíbrio, a noção do corpo, lateralidade, estruturação no espaço e no tempo, motricidade global e motricidade fina;
* Promoção da autorregulação do comportamento;
* Reforçar as competências sociais: Expressão dos afetos, emoções e identidade.
Técnicas utilizadas na Intervenção Psicomotora:
* Relaxação e Consciencialização Corporal;
* Terapias expressivas;
* Atividades lúdicas;
* Atividade Motora Adaptada;
* Atividades de Consciencialização Motora;
* Educação Gestual e Postural;
* Atividade representativa e simbólica
* Técnicas expressivas;
* Exercícios neuromotores, de movimento e coordenação motora.
Hidroterapia
O objectivo de quem trabalha com crianças com deficiência é proporcionar novas aptidões e sensações, contribuindo deste modo para o aumento do conhecimento que a criança tem de si própria e do meio envolvente. Quando há incapacidade do movimento activo e portanto do brincar, vai haver dificuldade nessa aprendizagem e isso traduz-se num desenvolvimento psicomotor pouco harmonioso. As actividades na água podem assim ajudar a criança a descobrir o seu corpo como um todo, a melhorar a qualidade do seu movimento e a compreendê-lo, o que é muito importante para o seu desenvolvimento global.
Através das propriedades da água (temperatura, impulsão, turbulência, densidade, pressão hidrostática, etc.), o movimento é facilitado dando à criança uma autonomia dentro de água que ela desconhece em terra. A criança vai ter que realizar ajustes posturais constantes, devido à turbulência da água e aprender a compensar as assimetrias e diferenças de densidade do seu corpo com uma mobilidade constante, para não perder o equilíbrio. É importante o papel de outras propriedades da água como a impulsão (pelo suporte dado ao corpo que experimenta uma diminuição de peso quando submerso) e a temperatura (pela diminuição da dor e tensão muscular) facilitando, entre outros efeitos, o relaxamento, o aumento das amplitudes articulares e da força muscular.
Ajudas e dispositivos necessários em terra, na água são dispensados, resultando na melhoria do comportamento motor e social da criança, conduzindo à alegria e prazer na recente descoberta e aprendizagem de novos movimentos e diferentes formas de utilizar o corpo.
O controle da respiração é outro factor essencial em todas as actividades, contribuindo para a sensação de segurança da qual resulta uma melhor adaptação ao meio aquático. Nas patologias mais graves, o controle da respiração ajuda no aumento do controle da cabeça e da coordenação óculo motora.
Outro aspecto muito importante é o contacto visual e físico terapeuta/ criança como elementos securizantes e facilitadores do movimento.
Através do jogo e da brincadeira, realizados individualmente ou em grupo, tendo sempre um objectivo terapêutico, o terapeuta favorece uma interacção mais afectiva e ligada ao prazer, reforçando essa relação terapêutica de uma forma positiva numa situação de alegria, descontracção e felicidade.


Snoezelen
Snoezelen é uma abordagem terapêutica multissensorial criada nos Países Baixos nos anos 70, inicialmente pensada para pessoas com dificuldade intelectual e desenvolvimental. O termo Snoezelen resulta da junção das palavras holandesas snuffelen (explorar) e Doezelen (relaxar).
Esta metodologia é normalmente realizada em salas sensoriais, as Salas de Snoezelen. O CRIA possui duas Salas de Snoezelen, uma na Sede e outra na Unidade de Mação. Estas salas estão apetrechadas com diversos equipamentos: projetor, fibras óticas, colunas de bolhas de água, colchão de água, aparelhagem, entre outros.
A conjugação dos vários equipamentos, elementos e objetos sensoriais é preparada previamente a cada sessão, de forma a criar uma experiência personalizada, respeitando as preferências e necessidades sensoriais da pessoa.
A personalização do trabalho proporciona um ambiente seguro onde a pessoa possa explorar os estímulos sensoriais ao seu ritmo, num ambiente sensorialmente controlado e seguro, num espaço de bem estar e tranquilidade, onde se pretende:
Diminuir o tónus muscular
Reduzir a ansiedade e agitação
Realizar a estimulação sensorial
Promover a interação e comunicação
Aumentar da autoestima e autonomia
Melhorar o foco e a atenção
Relaxar
Capacitar para a Cidadania
O Programa “Capacitar para a Cidadania” é uma iniciativa do Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), IP, que visa promover a inclusão de pessoas com deficiência através da capacitação de públicos estratégicos. O programa oferece formação e apoio para o desenvolvimento de competências e conhecimentos relacionados com direitos, cidadania e participação social, tanto para pessoas com deficiência como para profissionais e entidades que trabalham na área da inclusão.
